Senador americano discursa por mais de 24 horas seguidas | Mundo & História

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O senador americano democrata Cory Booker, do estado de Nova Jersey, quebrou um recorde na terça-feira (1º) ao discursar por mais de 24 horas no plenário do Senado dos Estados Unidos em protesto contra as políticas do governo do ex-presidente Donald Trump e do empresário Elon Musk, que ele classificou como uma “crise nacional”.

Booker começou seu discurso na noite de segunda-feira e continuou até a terça-feira, totalizando 24 horas e 19 minutos — superando o recorde anterior, estabelecido em 1957 pelo senador Strom Thurmond, que falou por 24 horas e 18 minutos em oposição à Lei dos Direitos Civis. No entanto, o protesto de Booker não é considerado um filibuster (obstrução de votação), pois não estava vinculado a um projeto específico em debate.

Como foi o início do discurso do senador

Ao assumir a tribuna, o senador de 55 anos anunciou que pretendia interromper “os trabalhos normais do Senado pelo tempo que fisicamente conseguisse”. Ele descreveu seu discurso como um alerta sobre as ameaças “graves e urgentes” que o governo Trump representava, afirmando que “compromissos fundamentais do país estão sendo quebrados” e que “instituições preciosas e únicas estão sendo atacadas de forma inconstitucional”.

Booker citou o legado de líderes como o falecido congressista e ativista dos direitos civis John Lewis, dizendo que estava agindo em um momento de crise. “Estou aqui hoje porque acredito sinceramente que nosso país está em crise. Estes não são tempos normais na América”, declarou. Durante o discurso, ele leu cartas de eleitores que afirmaram ter sido prejudicados por políticas da administração Trump, como guerras comerciais, demissões em massa e deportações.

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Em alguns momentos, Booker cedeu a colegas democratas que o apoiavam, como o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e os senadores Chris Murphy, Kirsten Gillibrand e outros. Às 12h de terça, Booker pausou apenas para a oração do capelão — obrigatória pelo regimento interno —, mas segurou a palavra até as 19h19, quando encerrou o protesto.

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